Projeto Arte na Cidade Exposição (entre)meios



Este é o registro da abertura da exposição realizada no SESC de Jaraguá do sul do Projeto Arte & Cidade com curadoria de Alene Marmo, que propõem levantar a arte que existe na cidade. O evento foi realizada no último dia 02 de novembro de 2012 e a exposição permanecerá aberta ao público até final de janeiro de 2013, de terça à domingo até as 22h.


 Eis o texto da curadora:

Artistas: Violeta Polo, Mayara Dorada, Evilyn PH, Piero Rigazzi, Cristina Pretti,
Alena Marmo (curadora), Ricardo Ledoux (organizador), Juliano Janh e Chilennus.
desenho, pintura, pintura que é desenho, desenho que é pintura. pintura que é fotografia e escultura. fotografia que é pintura. desenho que não é só desenho. processo. o trabalho vai além da linguagem. desde o final dos anos cinquenta, a partir da quebra efetiva dos limites entre arte e vida, o que abriu espaço para que coisas da vida fossem misturadas com os meios da arte, a ideia de linguagem como estrutura fixa passou a não dar mais conta da arte. artistas ainda trabalham com desenho, mas o seus trabalhos não se resumem ao desenho. artistas continuam a pintar, mas as suas pinturas não se limitam às técnicas, e o mesmo pode-se afirmar da escultura e da fotografia. quebra de limites, rompimento de fronteiras. questionamento do mundo e da própria arte.
a partir do recorte realizado da produção de artistas de jaraguá do sul, pode-se colocar em discussão a linguagem. são trabalhos instaurados a partir de um olhar aprofundado, questionador acerca do mundo, da vida, da arte, de si próprio. transgressão, hibridação, expansão. não basta mais olhar na superfície, a arte encontra-se nos entremeios, vamos exercitar o olhar de procura?

alena marmo
curadora


Novas experiências

Artista x público
No último semestre de 2011, para minha surpresa, algumas professoras de escolas de ensino infantil e fundamental me procuraram - o objetivo delas era o mesmo: romper mitos criando uma aproximação do público com o artista. O argumento delas também foi o mesmo, além da intenção de valorizar e difundir a produção artística local disseram que "as crianças mitificam a imagem do artista e não imaginam que eles poderiam ser acessíveis".
Aceitei os convites e no mês de setembro visitei duas escolas públicas apresentando meu trabalho para crianças de 7 à 9 anos de idade. Gostei de conversar com eles, notar o quanto estão abertos para propostas artísticas e ouvir as todas suas colocações. As crianças de ambas escolas demonstraram muito carinho e respeito tanto em relação a minha pessoa quanto pelo meu trabalho. Foi interessante ver as reações diante das imagens de diferentes trabalhos, sentir como se interessavam pelo assunto e ouvir perguntas pertinentes através das quais buscavam aprofundar seus conhecimentos.
Atendendo à pedidos forneci imagens de obras para desenvolvimento de atividades em sala de aula. Chegaram a mim comentários de que, para o final de ano, na Escola do Loteamento Amizade organizaram uma exposição com releituras de meus trabalhos. Não sei se fotografaram, mas fiquei muito curiosa para ver os resultados.
No mês de novembro visitei o Colégio Jangada, onde participei de uma atividade de pintura com crianças do ensino infantil. Uma experiência completamente diferente. Primeiro as crianças tiveram contato com uma de minhas obras. A experiência deles era completamente tátil. Apesar de arregalarem os olhos não conseguiam se expressar verbalmente por conta da idade e pouco foi o retorno que obtive ao tentar desenvolver um diálogo sobre cor. Pouco tempo depois a professora entregou telas para que executassem suas próprias pinturas. Apresentei a eles algumas possibilidades plásticas que esses materiais permitiam e recomendei que começassem a pintura pelas bordas e preenchessem todo o fundo antes de executar a pintura. Pode parecer muito para esses pequenininhos mas, não é que muitos conseguiram? Todos pintaram a tela inteira independente da maneira que conseguiram fazer isso, usando pincel ou as próprias mãos. Difícil para eles, evidentemente, era definir o momento de parar. Vi a professora tomando essa decisão por eles ao retirar os quadros sem consentimento das crianças, fiquei com um pouco de pena mas, sem essa atitude provavelmente a decepção delas posteriormente seria outra.

1. Mostra da Oficina de Artes Plásticas da SCAR


Com satisfação convidamos a todos para conferir a 1. Mostra da Oficina de Artes Plásticas da SCAR.

Na mostra serão expostos trabalhos de desenho e pintura realizados por parte de meus alunos, durante o primeiro semestre de 2011. Participam expondo seus trabalhos Edinara Antunes, Juliana Odebrecht, Rychard Galhardo, Keysi Corandi, Tales Dias, Samantha Hafemann, Leonardo Anders, Andreas Pieritz, Manuela Wintrich, Milena Fagundes, Marco Aurélio Faustino, Caroline da Costa e Vanderleia Anacleto.

A abertura acontecerá na próxima terça-feira, dia 5 de julho de 2011 às 18h30 e será agraciada pela apresentação dos alunos de música da SCAR do projeto MPT.

A Mostra permanecerá aberta para visitação no Hall principal da SCAR até o dia 15 de julho de 2011 durante o horário padrão de funcionamento da SCAR.

Novo horário para desenho e pintura na SCAR


É uma dupla satisfação comunicar que comecei uma turma de Desenho e Pintura este começo de ano na SCAR. Dupla porque a aceitação do curso foi tanta que em menos de dois meses já tivemos que abrir um novo horário.
As classes foram divididas da seguinte maneira: jovens e adultos que têm interesses mais profissionais na área, agora podem fazer aula às terças-feiras das 20 às 21h40. A turma das 18h e continua sem restrição de idade, atendendo desde crianças à adultos.
Não é necessário ter "talento" ou conhecimento prévio no assunto ou uma idade determinada, qualquer um pode aprender a desenhar.
As matriculas continuam abertas e todo o material para desenvolvimento das atividades é oferecido pela SCAR.
Informações na SCAR: 3275-2477 www.scar.art.

Alunos retornam à escola durante as férias para participar do encerramento do projeto

Mesmo após o encerramento das atividades escolares, os alunos da E.M.E.F. Vitor Meirelles retornam à escola para participar do encerramento do projeto "Minha Escola Colorida: oficina de pintura mural". Este evento ocorreu dia 8 de dezembro (quarta-feira)às 14h e apenas nesta escola o projeto contou com a participação de cerca de sessenta crianças.
Com todas as crianças  (que não estavam de recuperação)reunidas, mencionei algumas palavras de agradecimento e admiração pelo empenho e carinho com que aderiram à proposta e, com as coordenadoras pedagógicas iniciamos a entrega dos certificados. Aproveitei o momento para sortear entre eles os materiais de artes usados na execução da oficina que ainda se encontravam em bom estado. Os itens se resumem a estojos de caneta hidrocor, lápis de cor e kits que montei juntando lápis de grafite graduado, papel sulfite, borracha e apontador e outro com papéis coloridos, tesoura e cola; tudo embrulhado para presente.
 

Durante o evento os alunos puderam finalmente assinar suas obras e todos os murais foram adesivados com os dados do projeto. Fizemos várias fotos para registrar o momento e também tentei fotografar o grupo responsável por cada mural, algo que foi muito difícil de fazer durante a execução das pinturas, uma vez que eles compareciam em horários alternados.

A alegria no momento foi generalizada. Porém nem todos queriam se despedir, alguns procuraram se informar sobre o dia que dia poderiam retornar para fazer novos murais e ficaram desolados ao descobrir que o projeto havia terminado.

Alunos da EMEF Marcos Emílio Verbinnen retornam para executar suas pinturas durante as férias e não desanimam com a chuva!

A realização do projeto "Minha Escola colorida" na EMEF Marcos Emílio Verbinnen chegou a ser interrompido durante três semanas; foi uma agonia para mim e todos os que participaram do projeto. No dia de executar os projetos de pintura, descobrimos que o muro recém pintado para aplicação das pinturas estava soltando tinta apenas de encostar a fita crepe. Os desenhos recém ampliados para a escala real em papel craft foram recolhidos e arquivados e os alunos, decepcionados, retornaram para suas casas.
Após três semanas, com o muro tratado e repintado, uma boa parte dos alunos já de férias retornou à escola para pintar os murais. Na ausência de muitos colegas, aqueles que estavam presentes cooperaram entre si, com o objetivo de pintar o maior número possível dos projetos realizados nas oficinas anteriormente.

O tema que foi escolhido nessa escola se resumiu às atividades que os alunos costumeiramente desenvolvem durante o ano letivo, incluindo datas comemorativas, laboratórios e outros eventos. Ao longo do muro estes estudantes representaram a ciência, a informática, os livros e a biblioteca (dois projetos distintos), a festa junina, as máscaras (do carnaval, do teatro, do tema africanidade, e tantas outras comemorações), a música e, também, pintaram um que faz referência às outras culturas às quais eles têm acesso, como o "sexta-feira-treze" e "dia das bruxas" por exemplo.


A pintura foi iniciada na sexta-feira às 13h, após um encerramento de ano que tiveram na escola com show de talentos. Sobre ameaça de forte chuva interrompi a atividade por volta das 16h30 e marcamos a continuação no dia seguinte. Para minha preocupação logo pela manhã o sábado já estava nublado, porém, estavam todos lá, pontualmente às 8h. Sob garoa fina trabalhamos até meio dia e depois retornamos às 13h. Durante a tarde a chuva encorpou mas os alunos se recusaram a interromper novamente a atividade, permanecendo na escola até às 17hs.

Entre as brincadeiras envolvendo tinta, o que é muito natural, os alunos demonstraram uma boa preocupação quanto ao acabamento dos murais e o resultado foi um trabalho de ótima qualidade. Eles se mostraram muito responsáveis, ajudavam sempre a recolher os materiais e deixavam tudo limpinho, o que é admirável!

A realização deste tipo de projeto tem um lado muito interessante, que é reunir pessoas que convivem por anos no mesmo espaço e não se conhecem. Este é um momento no qual os alunos encontram seus pares e descobrem que em seu colégio há pessoas com as afinidades comuns.

Fiquei muito feliz com um caso em particular que ocorreu nesse colégio logo no primeiro dia da oficina. Foi o caso de um estudante que queria trabalhar só, justificando que ele mesmo deveria ter algum problema porque nunca conseguia trabalhar em grupo, pois sofria com deboches. Recusei o pedido e o inseri em um grupo de adolescentes da mesma faixa etária onde eles se desconheciam. No final da atividade este estudante me procurou animadíssimo para dizer que pela primeira vez na vida, havia se integrado a um grupo e que todos aderiram a suas ideias. Fiquei feliz por ele encontrar um grupo no qual não foi discriminado.